France Presse
Do Monte Sinai, Egito
O Papa João Paulo II lançou, ontem, um apelo em favor do ‘‘diálogo’’ entre cristãos, judeus e muçulmanos, no Monte Sinai, lugar santo para os fiéis das três religiões monoteístas
‘‘O vento que ainda sopra hoje do Sinai – disse – traz consigo um insistente convite ao diálogo entre os discípulos das grandes religiões monoteístas, em favor da família humana’’.
‘‘Ele nos sugere – acrescentou – que, em Deus, podemos achar um ponto de encontro’’.
João Paulo II celebrou uma liturgia no jardim das oliveiras do monastério greco-ortodoxo de Santa Catarina, construído ao pé do Monte, onde o profeta Moisés recebeu de Deus as tábuas com os Dez Mandamentos, segundo a Bíblia.
O Papa aludiu, com grande emoção, ao ‘‘encontro entre Deus e Moisés’’, e afirmou que os Dez Mandamentos ‘‘proporcionam as únicas bases verdadeiras para a vida das pessoas, das sociedades e das nações’’.
Estas bases ‘‘salvam a humanidade das forças destrutivas do egoísmo, do ódio e da mentira’’, disse. ‘‘Põem em evidência os falsos deuses que mantêm o homem na escravidão: o amor a si mesmo até a recusa de Deus, a avidez pelo poder e o prazer, que subverte a ordem da justiça e degrada nossa dignidade humana e a do próximo’’.
Antes da celebração, o Papa, que se movia com muita lentidão, apoiando-se num bastão, rezou na igreja do monastério. Depois disso, os monges mostraram a ele as relíquias do monastério, principalmente suas bíblias.

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