O Papa João Paulo II dirigiu ontem uma mensagem de Natal à Igreja e ao povo de Cuba, no qual ressaltou a proximidade de sua viagem à ilha, onde chegará ‘‘como mensageiro da verdade e da esperança’’.
O líder da Igreja Católica dirigiu sua mensagem a todos os cubanos ‘‘sem distinção de credo, ideologia, raça, opinião política ou situação econômica’’.
Preparativos Em Havana, o presidente Fidel Castro e os chefes da igreja cubana, liderados pelo cardeal arcebispo de Havana Jaime Ortega, se reuniram durante seis horas, quinta-feira à noite, pela primeira vez em doze anos, segundo fontes eclesiásticas.
Essa reunião, anunciada domingo passado por Fidel Castro, é considerada pelos observadores um meio de amenizar as relações entre a Igreja e as autoridades cubanas, na perspectiva da visita do papa João Paulo II à ilha, de 21 a 25 de janeiro próximo. Num ‘‘gesto de boa vontade’’ com o papa, Fidel anunciou também que o dia de Natal será feriado em Cuba este ano, excepcionalmente.
‘‘Há algum tempo o governo e a Igreja Católica vivem uma nova fase’’, disse um porta-voz do ministério de Relações Exteriores.
A comissão permanente da Conferência episcopal é integrada por Jaime Ortega, pelo arcebispo de Santiago de Cuba, Pedro Meurice, e pelos bispos de Camaguey, Adolfo Rodríguez, e de Cienfuegos, Emilio Aranguren.

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