O papa João Paulo II partiu na noite de ontem de Lvov rumo a Roma, concluindo assim sua polêmica visita de cinco dias à Ucrânia, energicamente criticada pela Igreja Ortodoxa russa. O avião do Sumo Pontífice partiu às 19h03 locais do aeroporto de Lvov, reduto católico no oeste da Ucrânia, e segunda etapa de sua viagem a este país, tradicionalmente ortodoxo.
João Paulo II recebeu antes de partir a saudação do presidente ucraniano Leonid Kuchma e reiterou o desejo de que a Ucrânia ‘‘ingresse plenamente em uma Europa que abarque todo o continente, do Atlântico aos Urais’’.
DespedidaMais de 1 milhão de ucranianos greco-católicos assistiram, ontem, em um hipódromo de Lviv, à beatificação de 28 mártires, durante a última missa da polêmica visita do papa João Paulo II.
Para os ucranianos greco-católicos, cuja Igreja foi proscrita por Stalin em 1946 e pôde ressurgir após o fim da União Soviética e a independência da Ucrânia, a beatificação representou um acontecimento histórico.
A beatificação, última cerimônia religiosa celebrada por João Paulo II em sua polêmica visita pastoral de cinco dias à Ucrânia, constituiu a mais importante reunião de fiéis da Igreja de Roma. O sacerdote ortodoxo do patriarcado de Moscou Ivan Sviridov, assistiu à cerimônia, em caráter pessoal. O sacerdote Roman Lysko, que teria sido emparedado vivo pelos soviéticos, em 1949, é um dos 25 mártires beatificados.

mockup