Cidade do Vaticano - O papa Francisco foi visto de máscara em público, pela primeira vez, nesta quarta-feira (9), acessório que ele removeu rapidamente antes de sair do carro que o transportava para a audiência geral. Após seis meses das tradicionais audiências das quartas-feiras gravadas ao vivo de sua biblioteca privada, o sumo pontífice retomou encontros com fiéis.

Imagem ilustrativa da imagem Papa é visto de máscara pela primeira vez em público
| Foto: Vicenzo Pinto/AFP

A sessão foi realizada para uma multidão de cerca de 500 pessoas, ao ar livre, mas em um pátio fechado do palácio apostólico. Depois de tirar a máscara, o papa evitou apertar mãos e beijar as crianças, como fazia antes na imensa Praça de São Pedro.

Adepto do contato humano direto, porém, ele se aproximou dos fiéis, que se aglomeravam ao longa barreira de proteção instalada, em vez de permanecerem nas cadeiras espalhadas no local. Alguns dos presentes baixavam a máscara para cumprimentá-lo melhor, enquanto outros colocavam um presente em suas mãos.

Antes de iniciar sua catequese e após apertar as mãos das autoridades religiosas que participaram da audiência, Francisco recomendou à multidão, sorrindo, que "cada um voltasse para sua cadeira" para "evitar o contágio". Desde o início da pandemia da Covid-19, o papa parece pouco preocupado com a própria saúde. Aparecendo sistematicamente sem máscara ao recepcionar seus visitantes dentro do palácio apostólico, embora receba muito menos grupos do que antes.

O papa Francisco chamou o prazer culinário e sexual de "simplesmente divino", em um livro de entrevistas publicado nesta quarta-feira na Itália. "A Igreja condenou os prazeres desumanos, grosseiros, vulgares, mas por outro lado sempre aceitou os prazeres humanos, sóbrios, morais", afirma o papa argentino quando questionado por Carlo Petrini, escritor e gourmet italiano.

"O prazer vem diretamente de Deus, não é católico, nem cristão, nem nada parecido, é simplesmente divino", enfatiza o pontífice. O papa se opõe categoricamente a uma "moralidade abençoada" que rejeita a noção de prazer, como aconteceu na história da Igreja Católica, porque "é uma interpretação errônea da mensagem cristã". Esta visão "causou enormes danos, que ainda são perceptíveis em alguns casos", acrescentou.

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