Cidade do Vaticano O Consistório, a conferência de todos os cardeais que o Papa convoca para consultar os membros do Sagrado Colégio Cardinalício sobre decisões importantes relativas à Igreja, se tornou com João Paulo II uma assembléia menos formal de que era no passado. O nono Consistório comemorado por João Paulo II em 25 anos de pontificado começa hoje e termina amanhã, no Vaticano, onde serão designados 31 novos cardeais, que se tornarão os novos ''príncipes'' da Igreja como são informalmente chamados.
Seis Consistórios extraordinários foram convocados pelo pontífice para tomar decisões ou estudar assuntos importantes, como, por exemplo, a agressividade das seitas no mundo católico, o aborto, os escândalos por corrupção que envolveram o banco IOR, da Santa Sede, nos anos 80. Até 1985, o Consistório era realizado em dois tempos: o primeiro secreto, a portas fechadas, e o segundo público. Após a reunião fechada, os cardeais expunham suas opiniões sobre os temas debatidos ao papa, durante um ritual que só tinha um valor simbólico.
No dia 25 de maio de 1985, João Paulo II decretou o fim da reunião secreta. Pela primeira vez na história, a assembléia de cardeais se realizou de forma pública, durante uma cerimônia religiosa na praça de San Pedro. O prazo de um mês entre o anúncio e o momento da cerimônia permite que os novos cardeais se preparem para viajar a Roma e confeccionem suas roupas, entre elas a túnica vermelha, símbolo do compromisso de servir a Igreja, e o pequeno solidéu da mesma cor.
Até a metade dos anos 60 eram utilizadas caras vestimentas de seda, muito criticadas na época pelos católicos.

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