Papa diz que continua à frente da Igreja
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de fevereiro de 2005
France Presse 
Cidade do Vaticano - O Papa João Paulo II apareceu ontem e pronunciou, com voz firme e clara, o Angelus, diante de centenas de fiéis reunidos na Praça de São Pedro, e afirmou, por meio de um assessor, que continua à frente da Igreja. Em sua primeira aparição pública depois de ter recebido alta na quinta-feira, após permanecer dez dias internado num hospital de Roma, o Papa, de 84 anos, que sofre do Mal de Parkinson, estava bem disposto na janela de seu apartamento no palácio apostólico.
Graças à temperatura amena e ao sol que brilhava sobre a cidade, João Paulo II pôde ir ao balcão de seu apartamento sem precisar fazer uso de proteção contra correntes de ar frio, como alguns pensavam.
''Queridos irmãos e irmãs'', disse o Papa, que depois passou a palavra a um colaborador para a leitura da tradicional mensagem dominical, como é tradição há vários anos, desde que começou a apresentar problemas de locução. Depois, com voz firme e clara, o Papa pronunciou a breve fórmula em latim para a bênção do Angelus, diante de centenas de fiéis de numerosos países, quem portavam cartazes e lenços.
As condições de saúde do Papa haviam se deteriorado devido a uma laringo-traqueíte aguda, motivo pelo qual teve que ser hospitalizado de urgência, no dia 1º de janeiro, no Hospital Policlínico Gemelli.
No último dia 6, sua dramática aparição na janela do hospital, durante a qual mal conseguiu falar e estava muito debilitado, suscitou preocupação entre os católicos de todo o mundo, que temiam que o Papa tivesse perdido completamente a faculdade de falar.
Em sua mensagem, lida pelo arcebispo argentino Leonardo Sandri, o Papa reiterou sua intenção de continuar guiando a Igreja e rejeitou indiretamente qualquer proposta para uma eventual renuncia por causa de sua saúde precária. O Papa agradeceu os desejos de boa recuperação recebidos e afirmou: ''Ainda necessito de vossa ajuda para cumprir a missão que Jesus me confiou''.
Irmã Lúcia - A irmã Lúcia, a última dos três pastores que testemunharam as aparições da Virgem Maria em Fátima (centro de Portugal), em 1917, morreu ontem aos 97 anos, informou a agência Lusa. Desde os anos 40, Lúcia vivia em um convento de Coimbra da ordem das Carmelitas.


