Roma O Papa João Paulo II criticou severamente os chefes de governo da Itália e da Grã-Bretanha, Silvio Berlusconi e Tony Blair, por seu apoio à guerra contra o Iraque, afirmou ontem o jornal Europa, ligado aos grupos católicos de esquerda.
Segundo o jornal, que confirmou a informação à AFP, João Paulo II empregou palavras duras em relação a Blair. No encontro com Berlusconi, em 4 de março passado, também houve um clima tenso. Com ''a voz alterada, o dedo acenando e até dando um soco na mesa o Sumo Pice criticou severamente o dirigente europeu por apoiar a guerra''.
O conteúdo do artigo foi, no entanto, desmentido pelo porta-voz de Berlusconi, Paolo Bonaiuti, que o definiu como ''falso e sem fundamento''.
Novo apelo O Papa João Paulo II evocou ontem ''o dom precioso da concórdia e da paz para toda a humanidade, durante a tradicional audiência geral da quarta-feira no Vaticano.
Diante de 12.000 peregrinos, reunidos na praça de São Pedro, o pontífice recordou São José, ''um homem de paz'', cuja festa foi celebrada ontem.
O Papa convidou os perrinos de todo o mundo a ''pedir paz para toda a humanidade''.
Por causa da iminene guea contra o Iraque, a organização católica internacional Caritas ofereceu uma ajuda de mais de 700.000 euros para seus escritórios em Amã, na Jordânia.

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