Papa critica ditadura e o neoliberalismo
France Press
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Vivas a CristoCom a imagem de Che Guevara à sua direita e o monumento ao herói José Martí à sua esquerda, o Papa pronunciou sua mensagem mais emocionante em Cuba
Mais de 500.000 pessoas aclamaram o Papa João Paulo II cheio de alegria, ontem em Havana na Praça da Revolução, centro político do regime comunista, e vibrou com vivas a Cristo, cânticos e danças de ritmos tropicais. Foi a principal e última das quatro missas celebradas pelo Papa na sua visita de cinco dias a Cuba. Ontem à tarde, João Paulo II se reuniu com membros da Igreja Católica e embarcou para Roma no início da noite.
El Papa, libre, nos quiere a todos libres, Juan Pablo II te quiere todo el mundo, gritava a multidão, que não podia conter sua alegria. Vocês são um auditório muito ativo, respondeu o Pontífice, que aos 77 anos ostentou um semblante jovial e uma energia que parecia ter guardado para este momento histórico. Cuba, o Papa está contigo, disse João Paulo II, que em sua última mensagem aos cubanos criticou o neoliberalismo, o totalitarismo e defendeu a abertura democrática na ilha.
As lágrimas correram nos rostos de muitos. Em um momento de muita emoção se viu um sorridente Fidel Castro, que não participava de uma missa desde 1959, oferecendo a saudação da paz àqueles que se encontravam junto dele, como o vice-presidente Carlos e o escritor colombiano Gabriel García Márquez. Quinze cardeais da América Latina e 132 bispos da Europa e toda América foram à missa.





