CIDADE DO VATICANO - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discutiu ontem com o papa João Paulo II o processo de paz no Oriente Médio e convidou-o para uma visita histórica à cidade de Jerusalém. Considerada ‘‘capital eterna do Estado judeu’’, Jerusalém é uma cidade sagrada também para muçulmanos e cristãos. Este foi o primeiro encontro de Netanyahu com o pontífice, chefe da Igreja Católica.
‘‘Estamos ansiosos para recebê-lo em Jerusalém’’, disse o premiê a João Paulo II quando deixava o pontificado após uma audiência de 20 minutos. O papa não respondeu diretamente ao convite. ‘‘Deus abençoe Israel’’, disse o pontífice.
Netanyahu também não mencionou nenhuma data, mas segundo um informe do Vaticano, o convite é para que o papa faça ‘‘uma peregrinação para a Terra Santa assim que possível’’. De acordo com fontes diplomáticas que acompanharam a visita do premiê ao Vaticano, Netanyahu falou com o papa sobre a ameaça que o crescimento do fundamentalismo representaria para o processo de paz no Oriente Médio.
O convite para que o papa visite Jerusalém já fora feito em 1994 pelo então premiê Yitzhak Rabin. De acordo com a rádio Israel, João Paulo II teria dito a Netanyahu que gostaria de visitar a Terra Santa antes do ano 2000, que marcará o inicio do milênio do cristianismo.

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