Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI advertiu o Caminho Neo-Catecumenal, movimento da igreja católica fundado no final dos anos 1960 pelo espanhol Kiko Arguello, e pediu que abandone suas práticas ''inovadoras''.
O Papa considera que estas práticas, como celebrar o dia do Senhor no sábado, e não no domingo, comungar à mesa e permitir a pregação por leigos não estão de acordo com as regras litúrgias da Igreja, e que este movimento deve cumpri-las se quiser ser plenamente reconhecido pelo Vaticano.
Além disso, o Papa proíbe que um leigo administre os sermões e homilias da missa, que só podem ser realizados por sacerdotes. Os fiéis podem apenas fazer comentários ''breves''.
O Vaticano estipulou que os neo-catecumenais têm dois anos para abandonar a prática de receber a comunhão sentados ao redor de uma mesa situada no centro da igreja, numa cena que recorda a da última ceia.
Muito ativo na Espanha, Itália e América Latina e também presente na França, o movimento difunde uma visão de mundo muito conservadora e tem seus próprios seminários.
Enquanto João Paulo II via positivamente os neo-catecumenais, aos quais definiu em 2002 como um movimento de educação na fé ''a serviço dos bispos e das paróquias'', Bento XVI não compartilha este entusiasmo sobre os movimentos laicos em geral.

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