São Paulo - O Papa Bento XVI condenou ontem o casamento entre homossexuais, o aborto e a manipulação genética. As declarações foram dadas poucos dias antes de um referendo organizado na Itália para abolir uma lei que restringe a reprodução assistida.
''As várias formas modernas de dissolução do matrimônio, como as uniões livres e o pseudo-matrimônio entre pessoas do mesmo sexo são manifestações de uma liberdade anárquica, que aparecem equivocadamente como a verdadeira liberação do homem'', afirmou o Papa, ao inaugurar um encontro religioso na basílica de São João de Latrão, em Roma.
Bento XVI afirmou ainda que as uniões entre pessoas do mesmo sexo são falsas, representam uma ''banalização'' do corpo humano e ameaçam o futuro da família. O Papa também condenou o aborto e a manipulação de embriões, afirmando ser ''contrário ao amor humano'' o ato de ''negar o dom da vida, de suprimir ou manipular a vida que nasce''.
Com as declarações, Bento XVI respalda a posição dos bispos italianos, que fazem uma campanha a favor da abstenção no referendo sobre a reprodução assistida, que deve acontecer na Itália entre os dias 12 e 13 de junho. Uma lei italiana, aprovada em 1994, impede os casais estéreis de recorrerem à doação de embriões.

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