Roma - O papa Francisco comemorou ontem a beatificação do cardeal argentino José Brochero, que "percorreu incansavelmente os árduos caminhos de sua paróquia".
"Desejo me juntar à alegria da Igreja na Argentina pela beatificação deste pastor exemplar, que percorreu incansavelmente os árduos caminhos de sua paróquia, buscando, casa por casa, levar as pessoas a Deus", disse o papa argentino após a tradicional celebração dominical do Angelus, na praça de São Pedro, no Vaticano. "Peçamos a Cristo, por intercessão do novo Beato, que se multipliquem os sacerdotes que, imitando o Cardeal Brochero, entreguem suas vidas ao serviço de evangelização", falou o pontífice.
No sábado, milhares de fiéis católicos assistiram a beatificação do religioso argentino na província de Córdoba, na Argentina, onde Brochero fez uma missão evangelizadora em cima de uma mula por toda a região, e morreu de lepra em 1914.

Milagre
Depois de um longo processo de canonização, o Vaticano reconheceu Brochero por um milagre ocorrido em 2000, e o papa Bento XVI assinou sua beatificação no final de 2012.
Nicolás Flores Violino, de 13 anos, o menino cuja cura após um grave acidente de trânsito é atribuída a um milagre do sacerdote Brochero, foi o encarregado de levar as relíquias do beato até o altar, em um dos momentos mais emocionantes da cerimônia.
A causa pela beatificação foi iniciada em 1965, mas apenas em 2012 uma junta médica do Vaticano aprovou por unanimidade que a cura do menino fosse atribuída ao padre.
Nicolás tinha 11 meses, quando sofreu um grave acidente de carro, junto com a família. Nele, perdeu massa encefálica, mas seu pai invocou a cura a Brochero. Semanas depois, o médico que tratava do bebê anunciou que ele sobrevivera, apesar de todos os prognósticos negativos.

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