France PressePreparativosOperários libaneses trabalham na conclusão do palanque em que João Paulo II rezará missa, amanhã à noite, na capital libanesaCIDADE DO VATICANO - O Papa João Paulo II se prepara para visitar o Líbano amanhã e domingo próximos, com a finalidade de reabilitar o papel dos cristãos neste país do Oriente Médio, depois de uma longa guerra que marginalizou politicamente as comunidades cristãs maronitas.
Também ressaltará o dever das comunidades cristã e muçulmana libanesas de voltarem a edificar juntas um país de diálogo e convivência.
Em uma carta dirigida dias atrás a ‘‘todos os libaneses’’, João Paulo II saudou a ‘‘corajosa marcha do povo libanês pelo caminho da reconciliação nacional e da reconstrução social’’.
Durante sua breve estada no Líbano, o Papa instará os libaneses a reconstruir ‘‘um país renovado, que, de uma forma ou outra, volte a aprender a viver e a funcionar com todas as suas variantes sociais, religiosas e políticas’’, informaram fontes do Vaticano.
João Paulo II exortará os cristãos das seis comunidades católicas libanesas em um documento que assinará amanhã à noite ante 15 mil jovens, (entre eles haverá muçulmanos), reunidos no santuário mariano de Harissa, no norte de Beirute. Nesta ‘‘exortação’’, o líder da Igreja Católica se referirá às suas conclusões pessoais sobre o sínodo dos bispos libaneses, reunido em Roma no final de 1995 com vistas à ‘‘reconstrução espiritual’’ do país, depois de 15 anos de guerra (1975-90).
Em 1989, nos momentos mais sombrios da guerra, João Paulo II havia declarado que ‘‘o Líbano é mais que um país: é uma mensagem e um modelo para o Oriente e o Ocidente’’.
A forte adesão do Vaticano ao modelo libanês reside no fato de que o Líbano é o único país da área de influência muçulmana onde os cristãos são suficientemente numerosos para ter uma certa influência na vida nacional.

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