O Papa João Paulo II chegou ontem ao aeroporto de Salzburgo para uma visita pastoral de três dias à Áustria. O Papa foi recebido pelo presidente austríaco Thomas Klestil e pelo vice-chanceler austríaco Wolfgang Schuessel. João Paulo II iniciará em Salzburgo sua visita de 55 horas ao país alpino. À tarde, o chefe da Igreja Católica celebrou uma missa na Catedral de Salzburgo, e depois se dirigiu a Viena.
O sumo pontífice se reunirá hoje com o presidente Klestil no palácio imperial de Hofburg, e depois celebrará uma audiência com os membros do governo e o corpo diplomático, antes de ir à tarde a Sankt-Poelten (80 km a oeste de Viena) para celebrar uma missa para a qual se espera a presença de 30 mil fiéis.
Amanhã, o Papa celebrará uma missa na Heldenplatz de Viena, e beatificará dois sacerdotes austríacos, Jakob Kern e Anton Shwartz, bem como a religiosa Restituta Kafka, de origem checa, assassinada em 1943 em Viena pelos nazistas.
A visita do Papa à Áustria vai custar mais US$ 3 milhões. Uma parte da classe política austríaca acha isso excessivo. O pequeno partido centrista Foro Liberal lamenta que o Estado contribua a esses gastos com 15 milhões de chelines (mais de US$ 1 milhão).
Um porta-voz da diocese de Viena respondeu que a estada de João Paulo II terá, pelo contrário, ‘‘consequências positivas’’ para o turismo e inclusive para a imagem da Áustria no exterior. Segundo os organizadores da visita, espera-se a chegada de inúmeros alemães, poloneses e cidadãos de outros países do Leste.

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