Jerusalém, Israel - A visita do papa Francisco ao Oriente Médio, prevista para começar hoje, deve durar menos do que três dias - mas, desde seu anúncio, o passeio papal abriu as portas para uma série de discursos políticos ao redor de toda a região.
Em especial em Israel, onde palestinos esperam do papa que condene a ocupação israelense da Cisjordânia, enquanto israelenses apostam na melhora das relações.
O pontífice, no entanto, peregrina à Terra Santa não para resolver disputas, mas para celebrar o 50º aniversário do aperto de mãos entre Paulo 6º e Atenágoras, patriarca de Constantinopla.
O encontro histórico aproximou Roma das igrejas ortodoxas, e é visto por isso como evento fundamental da relação entre os cristãos.
Os três dias de visita do papa Francisco devem paralisar o país, em especial Jerusalém, entre a segurança e o deslocamento de fiéis.
O padre palestino Johnny Abu Khalil, de Nablus, vai levar 50 cristãos de sua paróquia em um ônibus para assistir a uma missa papal em Belém. "Ele é um homem simples que simpatiza com as pessoas sob ocupação", disse. "A visita é especial."
Khalil destaca, no cronograma do papa, o almoço com famílias palestinas. "Não são personalidades, mas pessoas que sofrem", declarou. "Esperamos que ele diga a verdade [sobre o conflito]."

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