Papa Bento 16 declara arrependimento aos judeus
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sexta-feira, 07 de setembro de 2007
France Presse 
São Paulo - O papa Bento 16 afirmou ontem querer demonstrar ''nossa tristeza, arrependimento e também amizade ao povo judeu''. O líder da Igreja Católica deu a declaração, segundo o site ''Catholic News Service'', a bordo do avião que o levava à Áustria, onde chegou para uma visita de três dias.
O papa referia-se a visita que faria logo após chegar a Viena, a um monumento situado na Judenplatz -praça dos judeus-, na capital austríaca. No local, Bento 16 orou ao lado de Paul Chaim Eisenberg, o rabino-chefe de Viena.
O monumento, um cubo de concreto, foi erguido, diz o ''Catholic News'', em 2000, onde ficava uma sinagoga que foi destruída por cristãos em 1421. Cerca de 200 judeus foram então queimados vivos na cidade.
Uma placa sobre o monumento exibe palavras semelhantes às que Bento 16 disse no avião: ''Hoje, a cristandade lamenta sua parte de responsabilidade na perseguição dos judeus e reconhece sua falha''.
Embora o papa não tenha feito nenhuma menção direta ao Holocausto -diferentemente de quando esteve em Auschwitz, no ano passado-, a mesma placa no monumento afirma que alguns cristãos lutaram em vão contra os nazistas, ''mas eram muito poucos''.
Em 1938 Viena tinha uma das maiores e mais atuantes comunidades judaicas do mundo, com 185 mil membros. Hoje os judeus da capital austríaca são menos de 7.000.


