O Papa João Paulo II causou polêmica ontem, ao lembrar em Ierevan as vítimas do massacre de armênios acontecido em 1915 pelos otomanos. Ele absteve-se de usar o termo ''genocídio'' para se referir ao acontecimento, que ainda causa comoção na Armênia. Durante uma oração lida em inglês no memorial de Sitsernakaberd, na presença do católico Karekin II e do presidente armênio, Robert Kocharian, o Papa mencionou o Metz Yeghern (Grande Desastre), expressão usada pelos armênios para se referir ao genocídio. Mas o Sumo Pontífice não chegou a usar este último termo, que aparece em uma declaração conjunta do Vaticano e da Igreja Apostólica armênia de novembro de 2000. João Paulo II falou sobre a ''violência terrível'' que atingiu os armênios e citou o Papa Benedicto XV, que em 1915 defendeu ''o povo armênio, à beira da aniquilação''. Cerca de 1,5 milhão de armênios foram assassinados em 1915, sob o Império Otomano. A Turquia fala em 300 mil mortes.

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