Grupos palestinos deram início, na quarta-feira, a negociações formais no Cairo com objetivo de alcançar um cessar-fogo com Israel para pôr fim a três anos de violência.
Participantes das negociações, que se encerram hoje, disseram que estão estudando duas propostas: uma é um cessar-fogo parcial que paralisa os ataques contra civis dentro do território de Israel, e outra é uma trégua mais ampla que exigiria mais concessões da parte de Israel mas que, segundo os palestinos, seria mais atraente aos israelenses.
Os principais grupos extremistas palestinos, Hamas e Jihad Islâmico, responsáveis pela maioria dos ataques suicidas contra israelenses, permanecem publicamente contrários a qualquer trégua. Mas eles estão sob considerável pressão do Egito, do Fatah (facção política do líder palestino Iasser Arafat) e de grupos menores para adotar o cessar-fogo.
Arafat, cuja posição sobre um cessar-fogo permanece vital, apesar dos esforços dos EUA e Israel para isolá-lo, deu ontem seu apoio público às negociações de Cairo.
''A coisa mais importante é tentar chegar a um acordo patrocinado pelos Estados árabes e pelo Quarteto (EUA, Rússia, União Européia e ONU) com o objetivo de implementar o 'mapa da paz' e pôr fim à escalada diária israelense contra nosso povo'', declarou Arafat à TV Al Jazira de seu quartel-general em Ramallah (Cisjordânia).
No mais claro sinal até agora de que Israel vai aceitar a oferta de cessar-fogo, uma autoridade da Defesa sugeriu ontem que Israel vai diminuir suas operações militares na Cisjordânia e na faixa de Gaza se os palestinos prometerem suspender os ataques contra Israel.
''Se os palestinos concordarem com um cessar-fogo no Cairo, sem dúvida Israel vai concordar em conter sua atividade militar'', declarou o vice-ministro da Defesa, Zeev Boim.

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