Apesar dos esforços norte-americanos para conseguir um acordo ou uma declaração de princípios entre Israel e os palestinos antes do término do mandato do presidente Bill Clinton, o principal negociador da Autoridade Palestina (AP), Yasser Abed Rabbo, disse ontem que os árabes não se contentarão com nada menos que um tratado de paz.
A declaração do negociador palestino contribuiu para diminuir ainda mais as possibilidades de êxito das gestões de Clinton, cujo mandato termina no próximo dia 20.
Ao mesmo tempo, a violência continuou ontem na região. Soldados israelenses e militantes palestinos armados voltaram a entrar em choque em vários pontos da Cisjordânia. Um palestino de 27 anos foi morto na cidade de Nablus, elevando para 361 o número de mortos em mais de três meses de intifada.
Pesquisa entre os palestinos nos territórios revelou que 70% apóiam a intifada e 66% consideram os atentados suicidas contra israelenses uma forma adequada de luta. Em março, apenas 26% endossavam ações suicidas. A mesma sondagem, do palestino Centro de Comunicação e Mídia de Jerusalém, mostra que só 25,7% confiam no presidente da AP, Yasser Arafat.

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