Palestinos rejeitam ultimato israelense
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de outubro de 2001
Hossam Ezzedine<br> France Presse<br> De Ramalah, Cisjordânia 
A Autoridade Palestina rejeitou ontem um ultimato de Israel, que determina a entrega dos assassinos do ministro de Turismo Rehavam Zeevi (extrema direita). Também acusou o Estado Hebreu de querer matar o presidente palestino, Yasser Arafat. Ao mesmo tempo, o exército israelense aumentou a pressão sobre a Autoridade Palestina um dia depois do assassinato do ministro do Turismo ao realizar duas incursões em Jenin e Ramalah (Cisjordânia), durante as quais morreram três palestinos, inclusive uma menina de 12 anos. Três amigos que brincavam com ela ficaram feridos.
Com estes novos casos aumentou para 881 o número de mortos desde o começo da Intifada, no dia 28 de setembro de 200, entre os quais 682 palestinos e 177 israelenses.
Estas operações foram realizadas poucas horas depois do ultimato israelense a Arafat, exigindo que os assassinos de Zeevi fossem entregues imediatamente, pois, caso contrário, a Autoridade Palestina será considerada como uma entidade terrorista contra a qual Israel atuará.
A Autoridade Palestina repudiou ontem o ultimato no qual Israel exige a extradição aos assassinos de Rehavam Zeevi, afirmou o ministro da Informação, Yasser Abed Rabbo.
''Não aceitaremos nunca um ultimato'', declarou Abed Rabbo numa coletiva de imprensa em Ramalah (ao Norte de Jerusalém). ''Entretanto, respeitaremos nosso compromisso em favor do cessar-fogo'', disse. Ele deu a entender que a Autoridade Palestina aceita prender os culpados, mas não extraditá-los.
Desde sua criação, a Autoridade Palestina nunca aceitou realizar extradições para Israel, sob nenhuma circunstância.


