Palestinos rejeitam as propostas de Sharon
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de janeiro de 2001
France Press De Gaza 
Os palestinos rejeitaram de antemão, ontem, as propostas do candidato da direita para o cargo de primeiro-ministro de Israel nas eleições de fevereiro, Ariel Sharon, pois consideram que estas conduziriam à continuidade da guerra.
Trata-se da continuação da guerra, então não existe nenhuma maneira de negociar sobre esta base, afirmou à AFP em Gaza um dos principais negociadores palestinos, Saeb Erakat, acrescentando que tais propostas produziriam mais violência na região.
O jornal Haaretz revelou que Sharon estaria disposto a reconhecer um estado palestino independente nas zonas que os palestinos já controlam total ou parcialmente, mas descartando uma nova transferência de território na Cisjordânia.
O programa de Sharon, que ainda não foi divulgado publicamente, propõe que o estado palestino ocupe aproximadamente 42% da Cisjordânia, afirmou o jornal. Sharon confirmou as informações publicadas no Haaretz.
O candidato da direita também rechaça negociar a curto prazo com a Síria sobre uma retirada israelense das Colinas de Golã, ocupadas por Israel desde 1967, afirmou quinta-feira um dos seus porta-vozes, Jonathan Beker.
No momento, não haverá discussões com os sírios sobre Golã, declarou Beker à AFP.
A duas semanas e meia das eleições, marcadas para dia 6 de fevereiro, Sharon, 72 anos, tem cerca de 20 pontos de vantagem sobre Barak nas pesquisas de intenções de votos, segundo o último estudo publicado ontem.
Quinta-feira, o atual primeiro-minisitro Ehud Barak, candidato à reeleição, anunciou na televisão israelense que estava de acordo com uma retirada israelense de mais de 90% da Cisjordânia, em troca da soberania israelense nas áreas onde vivem 80% dos colonos.
O plano formulado pelo presidente norte-americano Bill Clinton preconiza a criação de um estado palestino na totalidade da Faixa de Gaza e entre 94% e 96% da Cisjordânia.


