Os dirigentes palestinos denunciaram ontem o que chamam de jogo duplo do governo israelense, que já foi convidado a parar com as agressões contra os palestinos e a assumir mais seriamente as negociações de paz. ‘‘O Governo israelense se gaba de querer buscar a paz mediante negociação, mas ao mesmo tempo mantém sua política de agressão, de bloqueio e de punição coletiva aos palestinos’’ na Cisjordânia e em Gaza, declarou por meio de comunicado o gabinete ministerial em Gaza, após sua reunião semanal.
O comunicado lamenta que não se tenha percebido nenhuma mudança na atitude israelense ao se retomarem as negociações sob a mediação dos EUA.
‘‘O governo israelense deve abandonar sua política de agressão e se comprometer seriamente com as negociações, se deseja selar um acordo de paz’’, diz o comunicado.
O texto reforça a exigência palestina de que os israelenses se retirem para as fronteiras anteriores a 1967, e reafirma o direito de retorno aos refugiados palestinos, estimados em 3,7 milhões pelas Nações Unidas.
A imprensa israelense mencionava sexta-feira os ‘‘consideráveis avanços’’ nas negociações de Washington, graças ao que apresentava como concessões de Israel, mas os palestinos se mostraram muito mais reservados.
Segundo diversos meios de imprensa israelenses, Israel aceitou pela primeira vez negociar o retorno às fronteiras de junho de 1967 e cedeu terreno no tocante à soberania palestina em Jerusalém Leste.
Mas o presidente palestino, Yasser Arafat, destacou que ‘‘ainda não há acordo’’ e o negociador Yasser Abed Rabbo afirmou que as negociações se encontram em crise.
Albright não vaiA secretária de Estado Madeleine Albright negou sexta-feira especulações sobre uma eventual viagem ao Oriente Médio para mediar as conversações de paz entre israelenses e palestinos. ‘‘Não há planos de viagem’’, disse Albright.

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