GazaMais de 250.000 pessoas, segundo cálculos da polícia, participaram ontem dos funerais dos palestinos que morreram no ataque de um caça-bombardeiro F-16 israelense, que lançou uma bomba de uma tonelada. O alvo era o palestino mais procurado pelas forças de segurança israelenses: o xeque Salah Shahade, de 49 anos, líder e fundador da milícia Azedin Al Kasem, braço armado do Hamas .
Na contagem final, o hospital Shifa de Gaza confirmou que são quinze e não dezessete as vítimas mortais, entre elas oito crianças e um bebê de dois meses.
Os funerais das 15 vítimas começaram às 15 horas no hospital Shifa de Gaza, de onde o cortejo fúnebre se dirigiu pela rua principal da cidade mediterrânea.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, qualificou de ''massacre'' o bombardeio.
Os palestinos em Gaza pediam vingança, apesar de que até ontem muitos tinham esperança de que, por meio das últimas negociações, poderiam voltar a trabalhar em Israel.
Embora as forças de segurança israelenses estejam em estado de alerta máximo e suas tropas ocupem e controlem a maioria dos territórios da Cisjordânia e Gaza, os palestinos estão certos de que o Hamas encontrará a forma de vingar-se''.
Centenas de mascarados disparavam para o alto durante os funerais, assim como os dirigentes de todas as facções palestinas, inclusive o movimento Al-Fatah, presidido por Arafat.
Cada grupo era encabeçado por seus próprios militantes mascarados e armados com rifles, granadas, mísseis antitanque e morteiros, assim como bandeiras vermelhas, amarelas, verdes e pretas.

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