Mais de 40 mil palestinos participaram ontem em Nablus dos funerais de cinco manifestantes mortos sexta-feira por disparos de militares israelenses, segundo cálculos de correspondentes no local.
A multidão acompanhava os corpos dos cinco mortos do hospital Raffidiya até uma mesquita da cidade, onde seria realizado um serviço religioso antes do enterro, em três cemitérios diferentes.
Os assistentes gritavam palavras de ordem contra o primeiro-ministro Ariel Sharon e exibiam bandeiras palestinas, do islamismo, do Hezbolá libanês e iraquianas.
Intifada As ‘‘Forças Nacionais e Populares’’, uma coalizão dos principais movimentos palestinos entre os quais estão o Fatah, do presidente Yasser Arafat, e formações islamistas, instaram ontem a dar continuidade à Intifada, durante uma manifestação em Gaza.
‘‘A Intifada tem que continuar até o fim da ocupação israelense de nosso solo e a criação de um Estado palestino com Jerusalém como capital e o retorno dos refugiados palestinos’’, proclamou nesta reunião em comunicado entregue à imprensa e a representantes da ONU em Gaza.
Os manifestantes também exigiram que o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, seja julgado por um tribunal internacional por crimes realizados contra civis indefesos.
A última sexta-feira foi o dia mais sangrento desde dezembro do ano passado na Cisjordânia e em Gaza. Seis pessoas morreram e outras cem ficaram feridas em confrontos com soldados israelenses durante o ‘‘Dia da Terra’’.
A coalizão advertiu ao governo israelense que ‘‘cada soldado e colono israelense é considerado um ocupante contra o qual é legítimo resistir’’.

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