Nablus, Cisjordânia - Doze mil palestinos participaram ontem em Nablus (Cisjordânia) dos funerais de quatro militantes das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, assassinados no domingo em um ataque aéreo israelense.
Enquanto alguns oradores clamavam por vingança, a multidão acompanhou os quatro corpos desde o centro de Nablus até o cemitério do acampamento de refugiados próximo de Balata, onde foram sepultados.
''Nossa resposta é iminente'', disse em um alto-falante um militante das Brigadas, grupo armado vinculado ao movimento Fatah, de Yasser Arafat. A multidão, que contava com trinta homens armados e encapuzados, respondia com frases também clamando por vingança. Entre os quatro militantes mortos no ataque com helicópteros contra seu automóvel em Nablus, figuram dois dos chefes do grupo armado que eram procurados por Israel, Hechem Abu Hamdan e Nader Abu Al-Leil.
Segundo o exército israelense, o ataque foi dirigido contra ''terroristas de primeiro plano do Tanzim'', nome que Israel dá à ala militar do Fatah, e que eram ''responsáveis por vários ataques contra civis e soldados de Israel''.
Sharon - O premiê de Israel, Ariel Sharon, afirmou que ''decisões difíceis' terão que ser tomadas depois que seu plano de retirada unilateral foi rejeitado pelos membros de seu partido, o Likud (direita), em referendo de Anteontem.
O vice-premiê israelense, Ehud Olmert, no entanto, afirmou que a desocupação é ''inevitável' e ''não tem como ser detida''. O ministro da Justiça Yosef Lapid disse que Sharon não mudou sua posição.

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