GazaOs palestinos tentavam, ontem, acalmar a situação depois de dois dias de confrontos internos na região de Gaza. Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon prometia novos ataques no território, depois de Khan Yunes, onde 16 palestinos foram mortos pelas tropas israelenses na segunda-feira.
O Comitê das Forças Nacionais e Islâmicas, que engloba 13 facções palestinas, entre elas o Fatah, organização do presidente palestino Yasser Arafat, e o Hamas (Movimento de Resistência Islâmica), reuniram-se terça-feira à noite em Gaza para estudar meios de acalmar a situação, depois de dois dias de confrontos entre policiais palestinos e militantes do Hamas. Os confrontos provocaram quatro mortes, depois do assassinato de uma autoridade da polícia palestina atribuído ao Hamas, que desmentiu envolvimento no crime. O chefe do Hamas em Gaza, Ismail Haniyé, declarou que a reunião terminou sem acordo, mas que ''foi produtiva''.
Uma autoridade do Fatah, Zakaria Al Agha, declarou que pedia que fossem entregues os assassinos do coronel Rajeh Abú Lehya e avaliou que se o Hamas não era responsável devia denunciar o assassino e coloca-lo à disposição da Justiça.
Sharon ameaçaEnquanto isso, Ariel Sharon prometeu novas operações na Faixa de Gaza como a de Khan Yunes. ''A operação complicada que realizamos foi um sucesso, foi importante e haverá outras iguais em Gaza', disse à rádio militar israelense. Dois palestinos que ficaram feridos durante o ataque contra o acampamento de refugiados de Khan Yunes morreram na véspera, aumentando para 16 o número de vítimas fatais.
O número de mortos já chega a 2.566, 1.901 palestinos e 615 israelenses, desde que começou o levante palestino no final de setembro de 2000. O ataque foi vivamente criticado pela comunidade internacional.

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