A Autoridade Palestina solicitou ontem uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU após uma escalada nos ataques do exército israelense que matou cinco policiais palestinos e bombardeou violentamente a Faixa de Gaza.
O presidente palestino Yasser Arafat chamou de ‘‘assassinato’’ a morte dos policiais.
Paralelamente, disparos, reivindicados pelo movimento xiita libanês Hezbollah, visaram ontem o setor controvertido de Chebaa ocupado pelo exército israelense.
O representante da Autoridade Palestina junto à ONU, Nasser al-Kidwa, pediu oficialmente uma reunião imediata do Conselho de Segurança a fim de debater ‘‘a escalada israelense nos territórios palestinos’’, anunciou o conselheiro político do presidente Yasser Arafat, Nabil Abu Rudeina.
Os policiais, originários da Faixa de Gaza, foram mortos na noite de domingo para ontem perto de Ramalá.
Estas mortes elevam a 529 o número de pessoas mortas desde o início da Intifada, a 28 setembro: 435 palestinos, 78 israelenses, 13 árabes israelenses, dois romenos e um alemão.
Durante a mesma noite, helicópteros israelenses tinham lançado uma série de ataques contra postos policiais e serviços de segurança na Faixa de Gaza causando 15 feridos entre os palestinos, segundo fontes hospitalares.
Um dos ataques foi próximo ao escritório de Yasser Arafat, então presente.
As ações militares israelenses ‘‘destruirão todos os esforços internacionais para relançar o processo de paz’’, afirmou Nabil Abu Rudeina.
Esta brusca retomada da violência ocorre enquanto israelenses e palestinos devem dar hoje sua resposta ao relatório da comissão Mitchell sobre a origem das violências. ‘‘Aprovamos em seu princípio o relatório Mitchell, mas com reservas quanto ao congelamento da colonização e às críticas contra o exército israelense’’, afirmou um porta-voz do premier Ariel Sharon.

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