O gabinete palestino pediu ontem à comunidade internacional que faça pressão sobre Israel para forçá-lo a ‘‘respeitar os acordos de Wye’’ e deter a colonização.
O gabinete acusa Israel de ter ‘‘congelado os acordos de Wye’’, assinados no último 23 de outubro, segundo um comunicado publicado ao final de uma reunião semanal do gabinete, na madrugada de ontem, em Ramalá.
O comunicado acusa ‘‘meios extremistas de colonos’’ de aproveitarem a proximidade das eleições antecipadas de maio para ‘‘sabotar’’ os acordos.
O gabinete palestino pediu à comunidade internacional que intervenha para que sejam aplicados os acordos e se obtenha uma suspensão da colonização judaica , ‘‘cuja progressão e intensificação violam os acordos, que proíbem as ações unilaterais’’.
Israel, por sua vez, responsabilizou na última terça-feira os palestinos pela suspensão dos acordos de Wye Plantation, em um memorando do Ministério das Relações Exteriores destinado a explicar a posição de Israel no exterior.
Nele, Israel acusa a Autoridade Palestina de não ter confiscado armas de porte ilegal, de não ter tomado medidas concretas contra a ‘‘incitação à violência’’ e de ter ‘‘estimulado’’ manifestações pela libertação dos presos políticos.
Por outro lado, o gabinete israelense exigiu à Autoridade Palestina que se recuse a proclamar um Estado independente no próximo 4 de maio, depois da expiração do período de autonomia.
O acordo de Wye Plantation prevê três retiradas israelenses sucessivas da Cisjordânia em três meses, das quais apenas a primeira foi aplicada até o momento.
O acordo proíbe ‘‘cada uma das partes’’ a qualquer medida que mude o estatuto da Cisjordânia e da faixa de Gaza.
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