Os palestinos apelaram para a proteção internacional ontem, após um representante dos colonos judeus da Cisjordânia pedir ao Exército israelense que o líder palestino Yasser Arafat seja assassinado.
O ministro de Informação da Autoridade Palestina, Abed Rabbo, enviou cartas para os EUA e as Nações Unidas, pedindo proteção para o povo palestino e seu líder.
Em carta dirigida ao cônsul americano em Jerusalém, Rabbo escreveu que após o pedido feito por Yehoshua Mor-Yosef, porta-voz do Conselho dos Colonos judeus, o primeiro-ministro eleito israelense Ariel Sharon chamou Arafat de mentiroso. Abed Rabbo considerou tais declarações uma ‘‘perigosa ameaça’’.
Na segunda-feira, Mor-Yosef havia declarado à Associated Press que ‘‘Arafat é um inimigo, nunca foi um parceiro. Após sete anos de guerra em que ele vem mandando seu próprio povo para a morte, nós precisamos assassiná-lo.’’ Ele acrescentou que seus pontos de vista refletiam os do Conselho por ele representado, uma federação de 140 colônias judias na Cisjordânia e Faixa de Gaza.
Binyamin Ben-Eliezer, o ministro de Comunicações do governo de Ehud Barak, descartou a idéia de assassinar Arafat. ‘‘O assassinato de líderes como ele (Arafat) espalharia a guerra por todos os territórios’’, disse Ben-Eliezer à rádio israelense. ‘‘Não podemos considerar esta idéia.’’
Os palestinos disseram que as forças israelenses escolheram como alvo e mataram pelo menos uma dúzia de líderes palestinos locais. O governo israelense admitiu vários destes assassinatos e se recusou a comentar os demais.
Desde o início dos conflitos na região em 28 de setembro, os palestinos vêm pedindo que uma força internacional de paz se estabeleça na região entre israelenses e palestinos.

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