O gabinete palestino reunido ontem em sessão extraordinária depois das eleições israelenses pediu ao primeiro-ministro eleito, Ehud Barak, que freie a colonização judaica.
‘‘Depois dos resultados positivos das eleições israelenses, a direção palestina pede o cancelamento de toda atividade de colonização e de confisco de terras por parte de colonos’’, de acordo com comunicado publicado depois da sessão, em Gaza.
Ao mesmo tempo, o gabinete palestino se congratulou com a ‘‘recusa por parte de Israel da política extremista que pôs em risco o processo de paz durante os últimos três anos’’, quando esteve no poder Benjamin Netanyahu.
‘‘Esperamos que a mudança de política em Israel se faça no espírito de Yitzhak Rabin, que queria instaurar uma verdadeira paz na região’’, prossegue o comunicado.
O gabinete palestino também estima que a vitória de Barak ‘‘abrirá uma nova era que permitirá aos israelenses gozar de segurança e os palestinos obter o reconhecimento de seu direito de criar um Estado independente, com Jerusalém Oriental como capital’’.
O governo Netanyahu despertou a ira dos palestinos e da comunidade internacional ao incitar os colonos judeus a ocupar terrenos na Cisjordânia. Os colonos ocuparam mais de vinte colinas nos últimos sete meses.
O partido trabalhista de Ehud Barak é hostil à criação de novas colônias em territórios palestinos. O novo primeiro-ministro, no entanto, rejeitou na noite da vitória qualquer nova concessão sobre Jerusalém Oriental, a parte árabe da Cidade Santa, conquistada em 1967 e anexada posteriormente pelo Estado hebreu.

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