Tropas israelenses mataram a tiros na manhã de ontem dois atiradores palestinos num tiroteio que durou horas na dividida cidade de Hebron, Cisjordânia.
A última explosão de violência ocorreu enquanto o ministro do Exterior de Israel, Shimon Peres, dizia que estava trabalhando para promover conversações sobre um cessar-fogo com o líder palestino Yasser Arafat. Os dois vinham discutindo um possível encontro nas últimas duas semanas, mas não conseguiram acertar local nem data.
Peres e o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, discutiram ontem as perspectivas para um encontro entre o chanceler e Arafat esta semana na Itália, segundo a Rádio do Exército.
Soldados israelenses e atiradores palestinos travaram uma batalha que teve início na noite de sábado e se estendeu até a manhã de ontem em Hebron, local de repetidos tiroteios.
Militares israelenses disseram que suas tropas mataram a tiros dois militantes palestinos que disparavam de uma colina contra um encrave judeu no centro de Hebron.
Os dois homens foram identificados por palestinos como sendo Edris Ashour, 21 anos, e Ala al-Sa'ai, 25 anos, ambos integrantes do movimento Fatah, de Arafat.
''Cerca de 40 soldados israelenses vieram de três diferentes direções e começaram a atirar'', disse Ali Jabari, 22 anos, que testemunhou os combates.
O Exército de Israel, que controla o centro da cidade, afirmou que não entrou no território vizinho controlado pelos palestinos durante os confrontos.
Também um garoto israelense de 8 anos foi levemente ferido no sábado quando atiradores palestinos dispararam contra um assentamento judeu em Hebron, segundo o Exército de Israel. Trocas de tiros ocorreram em diversas ocasiões nos últimos três dias, deixando pelo menos cinco palestinos feridos na sexta-feira.
Hebron tem sido palco de frequentes confrontos nos 11 meses da atual onda de violência no Oriente Médio. Cerca de 500 colonos judeus vivem em pequenos encraves na cidade, que abriga cerca de 130 mil palestinos.

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