Jerusalém - Quatro israelenses morreram e nove ficaram feridos nesta terça-feira em um atentado contra uma sinagoga em Jerusalém, cometido por dois palestinos, que foram mortos, no ataque mais violento nos últimos anos na Cidade Sagrada, cenário de grande tensão.
Os dois palestinos mortos pela polícia atacaram os fiéis reunidos em uma sinagoga de Jerusalém Ocidental com machados, facas e uma pistola, segundo a polícia.
O ataque, que deixou nove feridos, cinco deles em estado crítico, foi reivindicado pelos grupos Hamas e Jihad Islâmica, as duas principais forças islâmicas palestinas.
Das quatro vítimas, todos homens, três também tinham cidadania americana, segundo o departamento de Estado. A polícia israelense informou que a quarta vítima tinha dupla nacionalidade britânica.
Os criminosos, procedentes de Jabel Mukabber, um bairro de Jerusalém Oriental, entraram no momento da oração em uma sinagoga do bairro ultraortodoxo de Jar Nof, em Jerusalém Ocidental. "Escutei tiros e um dos fiéis saiu do local gritando 'É um massacre!'", disse uma testemunha.
O presidente Barack Obama condenou o que chamou de "ataque terrível" e pediu calma a israelenses e palestinos. "Neste momento delicado em Jerusalém, é muito importante que os líderes israelenses e palestinos e que as pessoas comuns atuem juntos para reduzir as tensões, rejeitar a violência e buscar um caminho para a paz", disse Obama.
O secretário de Estado americano, John Kerry, chamou de ato de "puro terror e de brutalidade sem sentido", ao mesmo tempo que pediu aos dirigentes palestinos que denunciem o ataque.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, por sua vez, também condenou o ataque e pediu calma aos líderes da região para evitar uma escalada da violência. "O ataque prejudica o caminho para a paz. É um ato de terror contra devotos e condenável sob qualquer ponto de vista", afirmou.

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