Palestinos juram vingança e fazem mais ataques
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sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Folhapress 
São Paulo - Os grupos extremistas palestinos Jihad Islâmico, Brigadas dos Mártires de Al Aqsa vinculado ao partido político Fatah e o Hamas juraram vingança contra os ataques realizados ontem pelo Exército israelense, que mataram sete palestinos entre eles dois extremistas e deixaram outros 12 feridos na faixa de Gaza, segundo o jornal israelense ''Haaretz'' de ontem.
A violência continuou na manhã de ontem, depois que palestinos atiraram dois foguetes Qassam (de fabricação caseira), que caíram em uma região de Gaza isolada. Os israelenses fizeram ataques aéreos no nordeste da faixa de Gaza, e até ontem à noite não havia informações sobre feridos.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Silvan Shalom, voltou a afirmar ontem que Israel não iria restringir a caçada aos militantes extremistas palestinos.
Ainda segundo o ''Haaretz'', as forças de segurança israelenses começaram a implementar um outro plano na Cisjordânia onde morava o suicida que se explodiu em Hadera , com a construção de barreiras permanentes em algumas áreas e postos de checagem. Todos os civis palestinos foram proibidos de circular de carro por essa região.
Já o ministro israelense da Defesa, Shaul Mofaz, afirmou que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas acusado de nada ter feito para desarmar os grupos extremistas palestinos, desde o acordo de cessar-fogo realizado com o primeiro-ministro Ariel Sharon em fevereiro passado , é um ''showman'' que ''não tem o apoio de seu próprio povo''.
Ele também afirmou que vê ''poucas chances'' de os palestinos conhecerem a paz ''ainda nesta geração''. Abbas condenou o atentado na cidade israelense de Hadera, realizado na última quarta-feira por um terrorista suicida palestino, que se explodiu em uma feira da cidade, matando cinco pessoas.
O atentado, reivindicado pelo Jihad Islâmico foi, segundo o grupo, uma vingança contra a morte de Luai Saadi, líder do grupo na Cisjordânia.


