Palestinos incendeiam túmulo de José na Cisjordânia
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sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Folhapress 
São Paulo - Palestinos incendiaram na madrugada de ontem o túmulo do patriarca bíblico José, na Cisjordânia, em um novo dia de tensão em Israel e nos territórios palestinos ocupados. O Exército de Israel informou que cerca de cem pessoas correram para o local sagrado, localizado próximo à cidade palestina de Nablus. Elas foram retiradas por forças de segurança palestinas, mas não antes de incendiarem algumas partes do templo.
"Vemos este incidente com gravidade e condenamos fortemente qualquer ataque a locais sagrados. Vamos encontrar e prender os responsáveis pelo incêndio", informou o Exército em comunicado.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, considerou o incêndio um ato "irresponsável".
Segundo relatos iniciais, partes do templo foram danificadas, mas o sepultura de José em si manteve-se intacta. O Túmulo de José é um local venerado por seguidores do judaísmo, do cristianismo e do islamismo. Desde que Israel ocupou a Cisjordânia, em 1967, a visita de judeus ao templo é protegida pelo Exército israelense e o acesso de muçulmanos a ele é restringido. O local havia sido saqueado e depredado por palestinos em 2000, no início da Segunda Intifada, revolta que terminou com cerca de mil israelenses e 3,2 mil palestinos mortos. O templo passou por reformas entre 2009 e 2010.
Também na Cisjordânia, um palestino vestindo um colete de imprensa esfaqueou um soldado israelense, ferindo-o. O agressor foi baleado e morto por outros soldados, segundo versão do Exército israelense. O ataque ocorreu próximo a um protesto de palestinos após as tradicionais orações de sexta-feira na cidade de Hebron.
Também um palestino de 19 anos foi morto por soldados israelenses, de acordo com o ministro da saúde da faixa de Gaza, Ashraf al-Kidra, perto do posto de controle de fronteira de Erez. Segundo al-Kidra, outras 30 pessoas ficaram feridas em confrontos na mesma região.
O incêndio e a agressão ocorrem em um "Dia de Fúria" convocado pelo movimento radical islâmico Hamas em meio à onda de violência que atinge Israel e os territórios palestinos ocupados.
Desde o início do mês, ao menos oito israelenses morreram e dezenas ficaram feridos em ataques de palestinos com facas, pedras e armas de fogo. No mesmo período, ao menos 32 palestinos foram mortos por israelenses, incluindo 14 pessoas que morreram após realizar ataques. Centenas de palestinos ficaram feridos em confrontos com colonos e soldados israelenses.


