A Autoridade Palestina de Yasser Arafat informou oficialmente ontem a Israel que exige uma nova retirada israelense da Cisjordânia em um prazo de oito dias, como ficou estabelecido nos acordos sobre a Autonomia palestina.
‘‘A direção palestina exige que o governo israelense respeite seu compromisso e realize uma retirada militar na Cisjordânia, de conformidade com a programação prevista’’, declarou o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erakat, em um comunicado enviado ontem à AFP.
Erakat precisa que escreveu ao Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para lembrar-lhe que a segunda fase da retirada ‘‘está prevista para o dia 7 de setembro’’.
O governo palestino e a direção da Organização de Libertação Palestina (OLP), que se reuniram sexta-feira em Belém, sob a presidência de Yasser Arafat, assinalaram os prejuízos para o processo de paz que teria o adiamento da nova retirada.
‘‘Toda falta de respeito israelense à programação prevista seria consideravelmente prejudicial para o processo de paz e para as atuais tentativas de retirá-lo de seu impasse’’, advertiu o Gabinete ao final da reunião.
Segundo os acordos firmados em janeiro em Hebrón, Israel deveria retirar-se em três etapas e no mais tardar em meados de 1998 das regiões da Cisjordânia que continuam sob seu controle.
A primeira etapa de retirada, prevista para março apssado, não aconteceu porque os palestinos a consideraram insignificante. Segundo eles, as retiradas devem resultar em que 90% da Cisjordânia fique sob controle da Autoridade Palestina.
Netanyahu, ao contrário, afirma que devem ser limitadas, para manter uma margem de manobra nas negociações sobre o estatuto final dos territórios.
A Autoridade Palestina controla atualmente somente 3% da Cisjordânia e 60% da Faixa de Gaza.

mockup