A violência diminuiu consideravelmente ontem, enquanto israelenses e palestinos retomavam contatos para examinar a melhor forma de aplacar o clima de tensão, condição prévia dada pelo presidente Bill Clinton para que as duas partes voltem à mesa de negociações.
Uma delegação palestina chefiada pelo diretor-geral de Segurança da Faixa de Gaza, general Abdelrazzak al Majaeda, e uma delegação israelense liderada pelo chefe do comando sul, general Yom Tov Samia, reuniram-se ao entardecer na Faixa de Gaza, informou um dirigente palestino.
Pela manhã, o exército israelense havia anunciado que o general Samia e o general Yitzhak Eitan, comandante da região central, que inclui a Cisjordânia, se reuniriam em separado ‘‘no transcorrer do dia’’ com seus colegas do serviço de segurança palestino. Mas até o começo da noite isto não chegou a acontecer.
O objetivo dessas reuniões é ‘‘tentar encontrar os meios para reduzir a violência’’, havia indicado o Exército em comunicado.
Um dirigente palestino informou que nessas reuniões também seria abordada ‘‘a retirada da presença militar e dos blindados (israelenses) mobilizados na entrada das cidades palestinas’’.
O chefe da Segurança Preventiva em Gaza, coronel Mohammad Dahlan, afirmou que as duas partes examinarão a aplicação dos compromissos alcançados na reunião de cúpula de Sharm el Sheikh (Egito), celebrada dia 17 de outubro, para pôr fim à violência.
Clinton, que na noite de terça-feira conversou por telefone com o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, e com o presidente palestino, Yasser Arafat, disse nesta quarta-feira, em entrevista à imprensa, que o dirigente palestino está em condições de ‘‘reduzir consideravelmente o nível da violência’’.
Mais uma vez, Clinton apelou aos dirigentes para que cumpram os compromissos da reunião de cúpula de Sharm el Sheikh.
‘‘Nos próximos dias saberemos se as partes podem retornar ao caminho das negociações de paz’’, disse o presidente americano.
Em Gaza, um dirigente palestino disse que Arafat e Clinton se reunirão no começo de novembro na Casa Branca.
Ao mesmo tempo, um comandante militar israelense disse que o exército está preparado para retirar-se de suas posições nas imediações das cidades palestinas se o nível de violência reduzir de forma significativa nos próximos dias.
‘‘Uma mudança real nos permitirá retirar nossas forças’’, declarou em entrevista à imprensa o major-general Guiora Eiland, chefe das operações do estado maior do Exército.
Barak enviou na noite de terça-feira um emissário especial, Yossi Guinossar, a Gaza, para encontrar-se com Arafat. O conteúdo dessa reunião não foi revelado.

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