Uma grande maioria de palestinos entende que devam prosseguir os atentados suicidas em Israel, apesar das represálias israelenses e das pressões internacionais sobre a Autoridade Palestina, indica uma pesquisa publicada ontem. A sondagem, realizada pelo Centro de Comunicações de Jerusalém, com sede em Jerusalém Oriental, revelou que 64% dos palestinos continuam apoiando os ataques praticados pelos ''mártires'' dos movimentos islâmicos Hamas e Jihad Islâmica. O apoio aos atentados suicidas teve uma leve redução desde o mês de junho (68%).
A pesquisa demonstra, além disso, que 71,9% dos palestinos consideram que as detenções de ativistas envolvidos na Intifada não são justificadas. Apenas 20% das pessoas ouvidas apóiam as detenções; 57% pensam que o cessar-fogo desejado por Yasser Arafat tampouco tem qualquer justificativa, enquanto 80% dos palestinos desejam que a Intifada prossiga.
Apelo O chefe da diplomacia norte-americana, Colin Powell, pediu ontem ao primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e ao presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, que retomem as discussões sobre assuntos de segurança, informou o Departamento de Estado. ''Segundo Powell, os contatos israelenses e palestinos diretos, principalmente nos assuntos de segurança, são importantes para pôr fim à violência'', afirmou convictamente o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher.

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