Palestinos analisam plano israelense
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terça-feira, 06 de agosto de 2002
France Presse 
GazaO presidente palestino Yasser Arafat convocou para a manhã de hoje uma reunião de emergência de seu gabinete destinada a analisar o plano de segurança proposto pelo ministro israelense da Defesa Binyamin Ben Eliezer, informou um de seus assessores, Nabil Abu Rudeina. Esse plano, chamado ''Gaza primeiro'', foi apresentado segunda-feira por Ben Eliezer ao ministro palestino do Interior, general Abdelrazak al Yahya, durante reunião em Jerusalém. Segundo o plano, que seria aplicado por fases, Israel retiraria suas forças das zonas controladas pela Autoridade Palestina. Depois, os dirigentes palestinos se encarregariam de impedir a preparação de ataques antiisraelenses nessas áreas.
Com a diminuição significativa da violência, as tropas israelenses voltariam progressivamente às posições que ocupavam antes do início da Intifada, no final de setembro de 2000.
RejeiçãoOs movimentos islamitas palestinos Hamas e Jihad Islâmica rechaçaram categoricamente ontem o plano de segurança do ministro israelense de Defesa, Binyamin Ben Eliezer, para a Faixa de Gaza, qualificando-o de ''soporífico e hipócrita''.
''Os palestinos rejeitam este plano. Nossa missão é resistir à ocupação e esse projeto soporífico tem por objetivo acalmar as críticas da comunidade internacional e ganhar tempo'', declarou à AFP um dos dirigentes do Hamas, Ismail Abu Chanad.
Por sua part,e um dos chefes da Jihad Islâmica, Khaled al Batch, disse que o plano ''tem por objetivo acabar com a Intifada e a resistência do povo palestino contra a ocupação israelense'' e acrescentou que ''principalmente se destina a semear a sedição e uma guerra interpalestina''.
Exigência da ONUA Assembléia Geral das Nações Unidas adotou segunda-feira uma resolução que pede a Israel que retire imediatamente suas forças das cidades palestinas e volte para as posições de setembro de 2000.
A resolução foi adotada por 114 votos contra 4, com 11 abstenções. Somente Israel, Estados Unidos, Ilhas Marshall e Micronésia votaram contra.
O texto, adotado após a publicação do relatório sobre os combates no campo palestino de Jenin, também ''exige o fim imediato e completo de todos os atos de violência, incluindo ações militares, destruições e atos de terror contra civis''.
Esta resolução é uma versão mais ''light'' das duas primeiras apresentadas pelo grupo árabe, textos nos quais a União Européia não votaria.
O conjunto da União Européia votou a favor, do mesmo modo que os países árabes, a maioria dos países africanos e os membros não-alinhados da ONU.


