France Press
Jerusalém
A Autoridade Palestina, sacudida pelas revelações israelenses sobre a origem dos autores dos recentes atentados suicidas em Jerusalém, que procediam dos territórios autônomos, fez ontem uma série de prisões nos meios integristas da Cisjordânia.
A polícia prendeu 20 supostos militantes do Movimento da Resistência Islâmica (Hamas) na região de Nablus, de onde eram originários, segundo os informes israelenses, quatro dos cinco camicases que praticaram os atentados de 30 de julho e 4 de setembro passados em Jerusalém. Por outro lado, a polícia continua procurando três estudantes e um mecânico que viviam na cidade de Assira Chamalija, na entrada de Nablus, onde moravam os camicases, segundo fontes palestinas. A polícia também entrou em uma emissora de televisão local pró-Hamas em Nablus.
Oficialmente, o presidente Yasser Arafat se negou a reconhecer qualquer tipo de responsabilidade nestes fatos e lembrou que a segurança da cidade de origem dos camicases está sob o controle israelense, segundo a divisão na Cisjordânia fixada nos acordos de autonomia. ‘‘Não é nossa responsabilidade’’, disse Arafat à imprensa em Belém. No entanto, as revelações israelenses sobre a identidade dos camicases, divulgadas na noite de terça-feira, tiveram grande impacto na Autoridade.

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