Um ministro israelense, Rehavam Zeevi, foi assassinado com vários tiros ontem em um atentado reivindicado pela Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP, esquerda radical). Trata-se do primeiro assassinato de um ministro israelense por uma organização palestina.
O ministro do Turismo, de 74 anos, chefe do partido de extrema direita União Nacional (4 deputados), que propunha a expulsão dos palestinos para os países árabes, sofreu o atentaado no hotel Haytt Regency em Jerusalém Leste, onde se hospedava habitualmente quando estava na cidade santa. Zeevi foi atingido por três disparos, um deles na cabeça, quando voltava para seu quarto às 7 horas da manhã depois de fazer o desjejum com sua esposa.
O ministro foi levado em estado crítico para a unidade de tratamento intensivo do hospital Hadassah Ein Kerem, de Jerusalém Oeste, onde morreu.
Em um comunicado da FPLP recebido pela AFP, as ''Brigadas do mártir Abu Ali Mustafá'' afirmam ''ter atacado o terrorista sionista Rehavam Zeevi para vingar'' o dirigente palestino assassinado no final de agosto.
O secretário-geral da FPLP, Abu Ali Mustafá, foi assassinado pelos israelenses no dia 27 de agosto com um míssil disparado contra seu escritório em Ramalá, na Cisjordânia.
Um dirigente da FPLP afirmou no Sul do Líbano que o atentado era uma ''resposta normal aos crimes contra os palestinos'', cometidos pelo primeiro-ministro israelense Ariel Sharon.
Pouco depois do atentado, Sharon reuniu na presidência do conselho em Jerusalém vários ministros, para consultas sobre a segurança.
O chefe da diplomacia israelense, Shimon Peres, assim como Binyamin Ben Eliezer (Defesa), Eli Yshai (Interior), Nathan Chtcharansky (Habitação), Avigdor Lieberman (Infra-estruturas Nacionais) e Dan Meridor (sem pasta), participavam nesta reunião, informou uma fonte oficial.
Rehavam Zeevi era um nacionalista de extrema direita, partidário da ''transferência voluntária'' dos palestinos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza para os países árabes.
Na segunda-feira, para manifestar sua hostilidade às medidas adotadas no sentido de tornar menos drástico o controle da população palestina dos territórios da Cisjordânia e Gaza, Zeevi apresentou sua demissão ao governo de união nacional do primeiro-ministro Ariel Sharon, do qual fazia parte. A renúncia entraria em vigor hoje.

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