Palestino atropela e mata israelenses
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2001
Associated Press De Azur, Israel 
Um motorista palestino um homem de família sem laços aparentes com grupos militantes jogou o ônibus que dirigia, ontem, contra um ponto lotado de militares e civis à espera de condução, no subúrbio da cidade de Azur, ao sul de Tel Aviv. Nove pessoas morreram, entre os quais 2 civis, no que foi o mais mortal ataque palestino em quatro anos. O ataque levantou temores de que a violência está saindo de controle quando as perspectivas de retomada das conversações de paz parecem remotas. O atentado chocou Israel num momento de transição política e acelerados esforços do primeiro-ministro eleito Ariel Sharon e de seu derrotado predecessor, Ehud Barak, de formar um governo de união.
Sharon disse que vai tomar todas as medidas necessárias para restaurar a segurança uma vez que assuma o poder. Numa primeira ação ordenada por Barak, Israel selou hermeticamente a Cisjordânia e Faixa de Gaza por ar, terra e mar e confinou os palestinos em suas comunidades.
Irados líderes israelenses e palestinos trocaram acusações.
O vice-ministro da Defesa de Israel, Ephraim Sneh, disse que israelenses e palestinos podem enfrentar uma guerra de guerrilha em larga escala na Cisjordânia e Faixa de Gaza. De qualquer forma, 400 pessoas a esmagadora maioria de palestinos já foram mortas em cinco meses de tiroteios, apedrejamentos e emboscadas. O ataque de ontem foi o mais mortal em Israel desde julho de 1997.
O incidente ocorreu na hora do rush da manhã, pouco antes das 8 horas locais, quando dezenas de soldados e civis israelenses esperavam no ponto de ônibus num importante cruzamento em Azur, uma cidade logo ao sul de Tel Aviv.
Sem aviso, Khalil Abu Olbeh, um motorista de 35 anos da Cidade de Gaza, jogou seu ônibus em alta velocidade contra o grupo. O ônibus estava andando devagar e de repente acelerou e atropelou os soldados, disse Ayelet Cohen-Natan, uma testemunha. Um deles foi jogado contra uma árvore e caiu no chão.
Abu Olbeh acelerou o coletivo para fugir, sendo perseguido por policiais. Depois de cerca de 36 quilômetros de perseguição, policiais alvejaram o motorista no peito e ele acabou batendo com o ônibus na traseira de um caminhão. O impacto destruiu a frente do veículo e o motorista ficou preso nas ferragens. Ele foi levado para um hospital e está em estado grave.
No local do ataque, mochilas e jaquetas estavam espalhadas pela calçada. A bota de um soldado era vista no asfalto. Corpos cobertos foram alinhados na calçada, cada um marcado com um número.
Voluntários ultra-ortodoxos de uma sociedade funerária, usando luvas brancas, apanhavam partes de corpos e as colocavam em sacolas plásticas. A tradição religiosa judaica exige que o corpo esteja o mais completo possível para o enterro.


