'Palavras não bastam. É preciso ação'
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2001
France Presse<Br>De Jesusalém 
Um porta-voz do premier israelense Ariel Sharon, Raanan Gissin, afirmou ontem à noite que as palavras não eram suficientes e devem ser acompanhadas de ações, reagindo assim ao discurso pela televisão do presidente palestino Yasser Arafat.
''As palavras não bastam. É preciso ação. Arafat deve fazer detenções para que os terroristas deixem de cometer atentados em Jerusalém, Haifa (norte de Israel) e Beersheva (sul). Ele tem os nomes (dos extremistas)'', disse Gissin à imprensa.
''Ele tem a lista, sabe o que é preciso fazer. Deve deixar de pronunciar discursos e cumprir com sua obrigação. Então talvez (Arafat) volte a ser um fator que levemos em conta'', acrescentou.
Os Estados Unidos estimam que Yasser Arafat ''não fez o suficiente'' para controlar a violência em Israel e nos territórios palestinos, indicou ontem o secretário de estado americano Colin Powell.
Powell considerou que as operações antiisraelenses das organizações extremistas palestinas eram um obstáculo para prosseguir a busca da paz e um desafio à autoridade do presidente da Autoridade Palestina.
''Arafat deve aceitar esse desafio. Até agora não fez o suficiente para aceitar esse desafio'', disse Powell ao canal Fox News.
Mortes Um menino palestino de 12 anos, gravemente ferido no dia 8 de dezembro em confrontos com soldados israelenses ao norte da Cisjordânia, morreu ontem, indicou uma fonte médica.
Com essa morte sobe a 1.103 o número de mortos, entre eles 847 palestinos e 233 israelenses, desde o começo da Intifada, a 28 de setembro de 2000.
Incursão israelense no norte da Cisjordânia
O exército israelense fez uma incursão na noite de sábado no norte da Cisjordânia, onde bloqueou várias estradas, informou ontem uma fonte militar.
Unidades de engenheiros levantaram barreiras e colocaram obstáculos nas estradas que comunicam as localidades de Tamun, Yassir e Tubas com o território israelense ou o Vale do Jordão, na Cisjordânia, segundo a fonte.
''O objetivo é impedir que os terroristas vão a Israel ou ao Vale do Jordão depois dos inúmeros atentados que ocorreram ali'', declarou o exército em um comunicado.
Na Faixa de Gaza, o exército retirou-se, na noite de ontem, da cidade palestina de Beit Hanun, que suas forças haviam ocupado na madrugada de sábado.
No transcurso dessa incursão, quatro palestinos morreram nas mãos do exército, que prendeu 15 palestinos suspeitos de envolvimento em atentados.
Ainda ontem, um grupo de palestinos disparou com morteiros contra uma colônia judaica na Faixa de Gaza ontem sem provocar vítimas e logo depois que seu presidente Yasser Arafat pediu o fim a violência contra Israel, informaram fontes militares do Estado judeu à AFP.


