Palácios devem ser inspecionados
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quinta-feira, 03 de outubro de 2002
Agência EFE 
LondresO primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair advertiu ontem, em entrevista coletiva, que o presidente do Iraque, Saddam Hussein, deve abrir as portas de seus palácios aos inspetores de armas das Nações Unidas. Blair ressaltou que para obrigar o ''ditador'' a fazê-lo, é preciso que a ONU determine uma ''nova e firme'' resolução, já que a atual prevê que os especialistas devem anunciar antecipadamente sua visita aos palácios, e isso é ''insuficiente''.
''O mundo pede um acesso total, ilimitado e livre de obstáculos aos programas de armas de destruição em massa do Iraque'', afirmou o primeiro-ministro, durante uma entrevista coletiva em Blackpool (noroeste da Inglaterra), durante um congresso trabalhista. ''Precisamos entrar nos palácios presidenciais. Não adianta nada permitir o acesso dos inspetores a 99 por cento do Iraque se as armas de destruição em massa são fabricadas e armazenadas no um por cento restante'', acrescentou Blair.
Tony Blair e o presidente dos EUA, George W.Bush, pedem a ONU que promulgue uma nova resolução que inclua a possibilidade de ação militar contra o Iraque se o regime de Bagdá não colaborar com a inspeção. Blair lembrou que o CS da ONU está analisando um novo texto.
EUA concordamOs Estados Unidos exigiram também o acesso total dos inspetores de armas das Nações Unidas aos palácios presidenciais iraquianos, onde supostamente estão escondidas armas de destruição em massa. ''Não estamos procurando a Bela Adormecida nestes lugares'', ironizou o porta-voz do departamento de Estado Philip Reeker, após descrever os palácios como ''estruturas sólidas, gigantescas e extremamente bem guardadas''. Reeker destacou que o local mais importante dos oito ''palácios presidenciais'', o Radwaniyah, uma construção de 17,8 km2 no centro de Bagdá, é mantido ''completamente cercado por uma segurança impressionante, fortemente protegido pelas forças de Saddam Hussein''.
O acesso aos palácios iraquianos foi ponto de fortes atritos entre as autoridades iraquianas e a missão especial de desarmamento da ONU que supervisionou o Iraque até dezembro de 1998.


