Os países industrializados que integram o Grupo dos Sete (G-7), na reunião de ministros de Economia e Finanças neste fim de semana, em Bonn, decidiram intensificar a cooperação para garantir um crescimento mundial mais equilibrado e limitar a volatilidade das moedas. Esse não deixa de ser um primeiro passo importante, mas ainda insuficiente, para prevenir crises como as da Ásia, da Rússia e mais recentemente do Brasil.
A decisão de criação de um Fórum de Estabilidade Financeira - a ser instaurado após as turbulências que atingiram os países emergentes - mostra que a comunidade internacional parece ter aprendido a lição, mas não deve ser interpretada como algo que ‘‘poderá mudar a face do mundo’’, como disse o autor da sugestão o presidente do Bundesbank, Hans Tietmeyer.
A missão de estudar os meios pelos quais seria mais fácil controlar o fluxo de capitais foi confiada a Tietmeyer em outubro, no auge da crise brasileira. O G-7 vai continuar examinando também o papel dos fundos hedge, altamente especulativos, e dos paraísos fiscais, bem como meios de impor maior transparência e uma administração mais prudente de riscos.
A simples criação desse fórum e essa declaração de intenções do G-7 não são tidas como iniciativas suficientes para prevenir novas crises como a que o Brasil atravessou.
As primeiras reações críticas ao relatório de Hans Tietmeyer já haviam sido antecipadas na ultima sexta-feira pela própria comunidade financeira.

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