Os ministros de Finanças da Ásia, África e América Latina pediram ontem às instituições multinacionais que acelerem a implementação de um plano esboçado pelo Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional para aliviar a dívida externa dos países mais pobres.
O avanço do plano tem sido muito lento, assinalaram os ministros em um comunicado do Grupo dos 24 (G24), que representa os países em desenvolvimento nos dois institutos de Bretton Woods.
O grupo se reuniu à margem das assembléias anuais conjuntas do FMI e do BM, que se realizam em Hong Kong, pedindo aos dirigentes das duas instituições que concluam acordos provisórios para beneficiar três países, encurtem o período entre a decisão e a implementação e dêem assistência provisória nesse período.
O plano é conhecido como HIPC pelas iniciais de seu nome em inglês e tem a finalidade de reduzir o débito externo dos países mais pobres e níveis ‘‘razoáveis’’, para que possam aumentar o montante dos recursos que destinam a impulsionar o crescimento econômico e reduzir a pobreza.
Até agora, o FMI e o BM decidiram que três países são elegíveis: Uganda, Bolívia e Burkina Faso, concordando em reduzir suas dívidas externas no total de 900 milhões de dólares, metade desse valor cabendo à Bolívia.
Entretanto, o benefício só será efetivado em julho do próximo ano no caso da Bolívia, que terá suas obrigações externas reduzidas em 13%, segundo o BM.

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