A epidemia da Aids estende-se na América Latina e Caribe, onde se estima que 210.000 adultos foram infectados em 2000, sendo que até o final do ano haverá 1,8 milhão de adultos e crianças com a doença. Em 1999 havia 1,7 milhão de pessoas contaminadas, segundo um informe da ONUAIDS publicado ontem em Berlim.
América Central e Caribe apresentam os índices mais elevados da região, onde o vírus da Síndrome da Deficiência Imunológica Adquirida (HIV) é transmitido também com frequência nas relações heterossexuais, segundo o documento. No México, na Argentina e na Colômbia os doentes da Aids estão principalmente entre os consumidores de drogas injetáveis e ‘‘entre os homens que mantêm relações entre si’’. Os países andinos estão entre os menos afetados pela pandemia.
Em geral, no Caribe, ‘‘o motor da transmissão heterossexual do HIV é a associação fatal do início precoce da atividade sexual e a troca frequente de parceiros entre os jovens’’, segundo a ONUAIDS. Em San Vicente y Granadinas, por exemplo, segundo uma pesquisa nacional, ‘‘uma quarta parte dos homens e das mulheres declararam ter mantido suas primeiras relações sexuais antes dos 14 anos e a metade dos jovens de ambos os sexos eram sexualmente ativos aos 16’’, explica o informe.
O Brasil, onde mais de meio milhão de adultos vivem com o HIV, ‘‘dispõe de sólidos programas de prevenção’’, tendo aumentado de 5% para 50% a proporção de homens jovens que usaram preservativo desde a primeira relação sexual, conforme o relatório. Além das relações heterossexuais, os brasileiros se contaminam pelo consumo de drogas injetáveis.

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