Países expulsam embaixadores sírios
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terça-feira, 29 de maio de 2012
Folhapress 
São Paulo - Itália, Espanha, Reino Unido e Canadá, a exemplo da Austrália, Alemanha e França, determinaram a expulsão de representantes diplomáticos sírios em um movimento conjunto de repúdio ao massacre de Hula.
Pelo menos 108 pessoas, dos quais das quais 49 eram crianças, morreram no final de semana, em um dos mais sangrentos episódios da onda de revoltas que abala a Síria há cerca de 14 meses.
Uma investigação preliminar das Nações Unidas apontou que a maioria dessas mortes na cidade de Houla, no centro da Síria, foi por conta de execuções, segundo moradores, por milicianos favoráveis ao regime.
O governo sírio nega responsabilidade pelo episódio e atribui o massacre ao que denomina de ''terroristas'', os insurgentes. A reação dos países ocidentais mostra, no entanto, que a versão de Damasco teve pouca credibilidade.
Pela manhã, o presidente francês, François Hollande, anunciou a expulsão da embaixadora da Síria na França, em repúdio ao que o o líder socialista chamou de ''loucura mortífera'' do regime de Assad. Ainda antes, a Austrália já havia anunciado a saída de dois diplomatas sírios, pelos mesmos motivos.
Pouco depois, as agências internacionais já reportavam a decisão de Berlim de expulsar o embaixador sírio Radwan Lufti. Logo se seguiram Espanha, Itália, Reino Unido e Canadá.
''A Espanha decidiu hoje (ontem) declarar persona non grata o Embaixador da Síria na Espanha, o Sr. Hussam Edin Aala, pela inaceitável repressão exercida pelo regime sírio sobre sua população'', afirma um comunicado do ministério, que acrescenta que ''o governo também decidiu expulsar outros quatro membros da missão diplomática da Síria na Espanha'', avisou o Ministério das Relações Exteriores, em nota oficial.
''O encarregado de negócios (sírio) foi expulso'', declarou um porta-voz do ministério das Relações Exteriores, explicando que o titular da pasta, William Hague, daria detalhes sobre esta decisão nas próximas horas. E em Roma, a chancelaria avisou que o embaixador, Khaddour Hassan foi declarado ''persona non grata''.


