Países enviam ajuda a Moçambique
ÁFRICA Países enviam ajuda a Moçambique Governos mandam mantimentos e equipamentos para o socorro dos flagelados France PresseFLAGELADOSHelicópteros continuam resgatando pessoas isoladas pelas enchentes France Presse De Maputo Os esforços internacionais para ajudar as vítimas das inundações de Moçambique aumentaram ontem. Governos e empresas estrangeiras começaram a enviar sua contribuição para atenuar a escassez de transportes aéreos. Depois que organizações humanitárias criticaram a insuficiência e a lentidão da ajuda a Moçambique, governos estrangeiros reiteraram seu compromisso de socorrer um milhão de pessoas que vivem nas áreas inundadas. O presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, ampliou seu pedido de ajuda de US$ 63 milhões para US$ 250 milhões. Os Estados Unidos estão mobilizando helicópteros de resgate, aviões C-130 e cerca de 900 homens para socorrer as vítimas. Os britânicos também atenderam ao apelo de Moçambique. O primeiro-ministro, Tony Blair, anunciou ontem que está enviando um navio da marinha real carregado de mantimentos, água potável, remédios e cinco helicópteros Sea King. A França enviou ontem a Maputo um avião de transporte militar. O porta-helicópteros Joana dArc levará, a partir de domingo, dois helicópteros de carga Puma, além de equipes médicas. Roma decidiu anular a dívida de US$ 500 milhões de Maputo. A porta-voz do programa de alimentos da ONU, Brenda Barton, anunciou que empresas particulares também participarão dos trabalhos de resgate. Ainda não há muitos helicópteros, mas estaremos recebendo cada vez mais aparelhos, disse Brenda. Algumas empresas vão financiar o uso de helicópteros. Uma hora de aluguel dos aparelhos pode custar até mil dólares. Milhares de desabrigados ainda esperam por socorro em árvores e telhados. As organizações humanitárias temem a propagação de doenças provocadas pela contaminação da água, como o cólera, e enfrentam um difícil dilema: usar os helicópteros para resgate ou para lançar mantimentos? Um avião da Força Aérea brasileira transportará para Moçambique dez toneladas de medicamentos, colaborando assim com a campanha internacional de ajuda aos milhares de desabrigados. Em nota oficial divulgada ontem, o ministério das Relações Exteriores indicou sua grande preocupação em relação à catástrofe vivida pelo país irmão e membro da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). O governo brasileiro não pode ficar alheio ao sofrimento causado pelas maiores inundações já registradas naquela região, e que deixaram milhares de pessoas sem teto e centenas de mortos, afirma o comunicado.





