Países do Leste ingressam na Otan
Num fato histórico com profundas implicações estratégicas, econômicas e políticas, Polônia, Hungria e República Checa, três antigos satélites soviéticos, ingressaram oficialmente ontem na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - a grande aliança militar ocidental que passa a contar agora com 19 países membros.
Aleluia!, exclamou a secretária de Estado norte-americana Madeleine Albright que presidiu o ato de assinatura dos termos de adesão em Independence, pequena cidade do Missouri onde nasceu o presidente Harry Truman - um dos fundadores da Otan. Os destinos dos Estados Unidos e da Europa estão absolutamente ligados, disse Albright.
Bem-vindos. Vocês são os três primeiros países do antigo Pacto de Varsóvia (aliança militar controlada pela ex-URSS) a ingressar na Otan e não serão os últimos, acrescentou ela. Foi uma clara mensagem a outros antigos países do bloco soviético que já manifestaram desejo de integrar a aliança, apesar da forte oposição da Rússia, Eslováquia, Eslovênia, Romênia, Bulgária, Letônia, Estônia e Lituânia.
Os termos de adesão foram assinados na Biblioteca Truman pelos chanceleres Bronislaw Geremek (Polônia), Janos Martonyi (Hungria) e Jan Kavan (República Checa). Os documentos permanecerão nos Estados Unidos, país depositário do tratado.
O presidente Bill Clinton não compareceu à cerimônia, mas enviou uma mensagem aos novos sócios. A partir de agora, temos garantias absolutas de que nossa segurança comum está mais forte do que nunca.
O secretário-geral da Otan, o espanhol Javier Solana, também saudou os novos membros. Isso representa o fim definitivo das velhas fronteiras européias, disse para ressaltar: As portas da Otan estão abertas para as novas democracias da Europa Central e Oriental.
As novas adesões custarão cerca de US$ 1,5 bilhão. No campo político, a aliança terá de aplacar os temores da Rússia, o que não parece fácil.
Em Moscou, a chancelaria russa divulgou uma nota de protesto, destacando que a expansão da Otan não fomenta a confiança e a estabilidade nas relações internacionais e produzirá novas divisões na Europa. No comunicado, o Kremlin propõe um novo modelo de segurança européia que proteja os interesses de todos os países membros e não apenas membros de alianças políticas e militares.France PresseA secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, cumprimenta os chanceleres dos novos membros da OtanReuters





