DubaiA ameaça de um ataque dos EUA ao Iraque e o conflito palestino-israelense são o foco da conferência ministerial de dois dias que os seis países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) iniciaram ontem na cidade saudita de Jedá. O encontro reúne os chefes da diplomacia de Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Oman, todos eles países pró-ocidentais, mas que expressaram sua rejeição a uma possível campanha militar contra o regime de Bagdá.
''A reunião acontece em um momento crucial para a região'', segundo um comunicado divulgado ontem pela organização, cujo esforço de coordenação acontece pouco antes de um encontro ministerial da Liga Árabe, que terá a mesma agenda e começará amanhã, no Cairo.
Segundo fontes diplomáticas árabes do Golfo Pérsico, a conferência do CCG servirá para que todos os países membros renovem sua rejeição a um ataque ao Iraque.
De acordo com as fontes, esta postura será assumida inclusive pelo Kuwait, cujas relações com Bagdá continuam tensas desde a invasão do emirado por tropas iraquianas que desencadeou a Guerra do Golfo, em 1991.
Os países do CCG podem, no entanto, recomendar ao Iraque que permita a volta de inspetores da ONU para que possa ser verificada a veracidade das acusações norte-americanas de que o regime de Saddam Hussein armazena armas de destruição em massa. ''Esse gesto de Bagdá evitaria ao povo iraquiano as consequências de um ataque militar'', segundo as fontes.

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